16 de fevereiro de 2011
Bolso cheio
Diversão das férias. Entre conversas, descansos, leituras e muita música, Tazio, mais uma vez, me mostrou um site muito interessante: O Música de Bolso. Com vários cliques, é possível ouvir algumas vozes que já estavam nas paradas ou muitas que surgiram agora. Para começar, uma cantora baiana, Márcia Castro, que canta composição bem-humorada de Luciano Salvador Bahia; depois, Tulipa Ruiz, que já andou em alguns programas de TV:
14 de fevereiro de 2011
Augusto de Campos
Entro no coro dos contentes com o aniversário de oitenta anos de Augusto de Campos.
Aproveito o dia e agradeço o biscoito fino, todas as alegrias que ele generosamente nos deu, com seus poemas, suas traduções, seus textos críticos, com tudo que produziu em seu percurso genial por caminhos inventados/inventivos.
Evoé, Augusto!
A bela homenagem orquestrada na Errática
5 de fevereiro de 2011
Festa
Assim é Itamar Assumpção: uma grande festa, em que dançamos, rimos, pensamos. Sempre protegidos pela bela figura de quase dois metros de um artista muito inventivo e surpreendente, não só quando grava músicas de Ataulfo Alves, em um Cd incrível, mas em todas as suas composições, quase sempre (des)concertantes.
Guardo imagens e sons muito vivos de shows de Itamar que tive a felicidade de assistir, em São Paulo e em Brasília. Difícil escolher o melhor disco. Aqui em casa tocam sempre Sampa Midnight , Pretobrás, Beleléu, leléu, eu, os três (Bicho de 7 cabeças I, II e III) que fez com as Orquídeas do Brasil, cantoras maravilhosas.
Saiu há pouco a Caixa Preta, com 12 CDs, mais de oito horas de alegria, alegria. Há inéditos e também todos os que ele lançou ao longo de sua carreira independente (de modas, de grandes gravadoras, quase sempre, das revistas, do rádio, dos programas de auditórios...). Grandes parcerias: Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Leminski... Com Naná Vasconcelos, fez um disco ótimo, já no fim da vida: Vasconcelos e Assumpção, isso vai dar repercussão.
Ouvir Itamar Assumpção ajuda a melhorar o dia, a vida.
4 de fevereiro de 2011
O Egito não é longe daqui
Nas últimas semanas, acompanhamos os acontecimentos no Egito, com alegria (pelas possibilidades de mudanças boas que se abrem) e com temor (pelas vidas dos manifestantes e intervenções violentas do governo egípcio e de seus apoiadores, como Israel, o maior projeto imperialista do século XXI). Li e vi várias matérias e imagens. O mundo se alarga. Os laços da solidariedade se amarram em alguns momentos. Recebemos mensagens das mais variadas origens sobre temas que tocam as questões do Oriente Médio; somos convidados também a ouvir suas músicas, (re)ler seus poetas e romancistas.
As pessoas não vão às praças apenas para dar milho aos pombos.
Alguns bons textos sobre o tema:
26 de janeiro de 2011
Retrocesso no Ministério da Cultura
A campanha para a eleição da presidenta Dilma mobilizou muitos artistas e intelectuais. Apesar de algumas críticas à gestão do MinC nos oito anos do governo Lula, todos entendiam que enormes conquistas foram realizadas e deveriam ser ampliadas, principalmente no campo dos direitos autorais, relacionado de modo direto à cultura digital. No entanto, fomos desagradavelmente surpreendidos com a indicação para essa pasta de uma artista obscura, Ana de Hollanda (a irmã de Chico ou a filha de Sérgio Buarque de Hollanda), que não tinha experiência de gestão e que já nas primeiras horas iniciou um grave retrocesso em todas as áreas da produção, preservação, circulação de bens culturais hoje no Brasil. Sua visão é nitidamente mercadológica.
A escolha de Gilberto Gil por Lula foi um marco, pois trouxe para a cena da gestão cultural um artista genial, de grande importância para a música brasileira, que se revelou um gestor muito criativo. Além disso, Gil é negro e baiano, e há um peso político nesses dados. A escolha de Dilma vai na direção oposta, coloca no centro da cena um nome inexpressivo, ligada à Globo e ao ECAD (veja suas indicações para o segundo escalão), que nega todos os debates amplos e democráticos promovidos pela gestão Gil e Juca. É preciso que todos se manifestem, para recuperarmos o espaço ameaçado pela atual gestão. Vale a pena ler os dois excelentes textos de Renato Rovai, editor da Revista Fórum, publicados em seu blog:
14 de janeiro de 2011
Chuva, política e jornalismo
Nas últimas eleições, ficou muito clara a atuação da mídia hegemônica como uma espécie de partido (chamado por alguns mais críticos e atentos de PIG, Partido da Imprensa Golpista), com claros projetos políticos elitistas, excludentes, reacionários. A entrevista da professora Marilena Chauí, publicada recentemente na Revista Caros Amigos, e também a entrevista do jurista Fábio Konder Comparato, que vem discutindo democratização da mídia, há muito tempo, nos ajudam a entender esse quadro.
Nos últimos episódios da ocupação militar no complexo do Alemão (questionável sob todos os aspectos) e agora das chuvas no Rio e em São Paulo, acompanhamos, impressionados, a falta de compromisso com um mínimo de seriedade, pesquisa e pluralidade de opiniões. Em quase todas as matérias, em especial da Globo e dos seus jornais, rádios e sites, temos só chavões e imagens que pretendem 1. atingir inimigos políticos (principalmente o ex-presidente Lula, que diminuiu de 90% para 45% a participação da Globo na verba do governo federal para publicidade); 2. eximir de qualquer responsabilidade os protegidos, como os políticos do PSDB e DEM (e protetores, pois este apoio é baseado em muito dinheiro do estado brasileiro transferido para esses meios de comunicação; o governo de São Paulo, por exemplo, dá muito dinheiro à Folha de São Paulo e ao Estadão, de diversas formas; o governo do Rio desviou verba que deveria ser investida na prevenção de desastres decorrentes da chuva para a Fundação Roberto Marinho, como denuncia Luis Nassif, em seu blog, para ler clique aqui ) e 3. negar informação de qualidade à população, como mostra este texto do Observatório da Imprensa. Carta Maior, site organizado por Emir Sader, publica texto muito interessante sobre como o estado pode agir para evitar esse tipo de catástrofe, leia aqui
12 de janeiro de 2011
Atenção
É preciso acompanhar com atenção esse quadro, para não sermos engolidos pela intolerância, pela violência e pela estupidez.
Clique no nome da revista e aproveite para conferir as edições anteriores, sempre interessantes. As matérias deste mês serão totalmente liberadas para leitura no site em fevereiro.
Assinar:
Postagens (Atom)